Quanto tempo que não escrevo. E quanto tempo que não ordeno,
pelo menos um pouco, a desordem dos sentimentos e emoções vividas nessas
últimas caminhadas.
NY agora é minha casa, o Brooklyn mais precisamente.
Viajei por 40 dias fora daqui, mas voltei.
Voltei e fiquei.
Fiquei porque, sabe-se lá como, no começo da minha viagem
aqui conheci esse moço que tem o mesmo nome que eu. Nada disso de alma gêmea..
Graças a Deus ele tem muita coisa que eu não tenho e me ensina numa delicadeza
que eu nunca vi. Pois bem, conheci, me interessei, fiquei com medo, muito medo,
mas amei e hoje amo ainda mais. Aí quando vi já era... e pra dar continuidade
na história toda, preciso dizer que o tal moço hoje é meu marido.
Casamos numa cerimônia simples e linda em Greenpoint logo
após o não tão querido Sandy, furacão que abalou a cidade.
Verdade que muitos criticaram, outros só se preocuparam, uns
deram muita força, outros vibraram. Não importa, cada participante dessa
história trouxe mais valor ao ponto final que agora deu espaço para outro
parágrafo inesperado, esse que estou vivendo agora.
Amigos queridos e parte da família vieram mesmo no olho do
furacão e quando entrei ao som de Amazing Grace pude ver a cara de cada um e
sentir aquele amor que se a gente parar pra explicar muito fica piegas, mas que
é, de fato, um amor que não tem fim.
Vivemos surpresa atrás de surpresa. Imprevistos foram
resolvidos com o vento, que só deixou tudo mais bonito, assim como as folhas do
outono que ficam no chão, mas não perdem sua beleza e significado.
E foi desse jeito, no Outono de NY, que Deus me surpreendeu
de novo, deixando o meu queixo caído por Ele, por seus infalíveis propósitos e
sua infinita graça.
Agora, continuo assim, ouvindo a voz de Billy Holiday que
diz:
“It’s autumn
in New York … that brings the promise of new love.”