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| Foto: Roberta Cajado. Salzburg, Austria. |
Mais um devaneio.
Comecei daquele jeito, me arrastando pra traduzir um pouco do subjetivo que me rodeia.
Ando pensando demasiadamente sobre o 'fazer', que desdobrado em raciocínios fugazes me faz pensar em produtividade, verdade e aceitação. Palavras que conversadas entre si não parecem conectar-se.
Escrevo, mesmo assim, em trechos desordenados que anseiam encontrar refúgio na casa do sentido.
Salzburg andou mexendo comigo.
Vejo, todos os dias, um punhado de tempo livre.
Uma porção de vida pra ser vivida, de hora em hora.
O bom seria se eu não pensasse tanto. Acho que viveria a
vida mais acordada.
Nos últimos dias, essa vida
que se passa mais dentro do que fora, têm vagueado entre ideais de produtividade contínua. Contínua e sem disciplina.
Ler, escrever, acordar.
Apagar, refazer, colar.
Dormir, fazer sonhar.
Esconder, entender, acalmar.
Orar.
Palavras e processos que significam um caminho sem sentido,
mas entendido.
Como vejo o tempo de produção, como dito esse termo à mim
mesma?
Como encontro com Deus em meio à desordem descabida dos por
quês?
Essa desordem parece vir da preocupação com o respaldo externo.
Apoio de quem pra quê?
Leio um verso que diz: “(...) a vossa vida está escondida
com Cristo”. Ah.
Quanta coisa isso quer dizer? Muita coisa.
Medito.
O papel do escondido não é o de ficar evidente, não é o de ser entendido pelo mundo e muito menos o de ser aceito por ele.
Penso que esconder, nesse contexto, não exclui o fazer. Instiga-o.
Porque produzir aos olhos de ninguém vira desafio. Então
torna-se o ‘fazer’ pelo fazer. Sem recompensa nem reconhecimento.
É evidente que resultados e críticas ficam a
cargo do tempo e de seu Rei, mas até lá segue-se o fluxo, inspirado na Verdade e cercado
da aceitação.
Aceitação de quem se é, de onde se encontra.
Ah, a motivação... é ela quem desmascara tantos porquês.
E é aí, só aí que a inquietação e a futilidade da 'vida aparecida' perdem a força.
Fazer pra quê é a questão que segue, ao fim, o Fazer pra quem?
Ah, a motivação... é ela quem desmascara tantos porquês.
E é aí, só aí que a inquietação e a futilidade da 'vida aparecida' perdem a força.
Fazer pra quê é a questão que segue, ao fim, o Fazer pra quem?
Penso que a pergunta está a caminho de seu abrigo.
Porque no fazer, à luz da sabedoria Daquele que nos guia, existe
sentido.
Existe verdade no tempo que se gasta, no escondido da vida produzida por Ele.
Existe verdade no tempo que se gasta, no escondido da vida produzida por Ele.


